A Viabilidade Econômica da Autonomia Regional
O tribalismo político é o fenômeno de regressão social onde a lealdade cega a grupos ideológicos substitui a razão, transformando o debate público em um campo de batalha de identidades hostis e irreconciliáveis. No Brasil, essa patologia degenerou em um espetáculo grotesco de vassalagem, onde o esforço produtivo é devorado por uma máquina centralizadora que alimenta feudos partidários enquanto asfixia quem realmente trabalha.
A federação tornou-se um cadáver insepulto. É um escárnio continuar sustentando um sistema que pune a eficiência e premia o fisiologismo. Para os estados do Sul, a separação não é apenas uma saída econômica, mas um imperativo moral e de sobrevivência. Romper com esse hospício institucional é a única forma de resgatar a dignidade e impedir que a prosperidade regional continue sendo drenada para financiar o delírio coletivo de Brasília.
Sob uma ótica estritamente financeira, a emancipação estancaria o dreno fiscal que penaliza o Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Atualmente, o retorno dos impostos federais enviados à capital é desproporcional e ultrajante. A retenção integral dessa riqueza permitiria a modernização imediata da infraestrutura e a redução drástica da carga tributária sobre o setor produtivo. Ao se desvencilhar do fardo burocrático e da instabilidade gerada pelo tribalismo central, a região teria agilidade para firmar acordos bilaterais e consolidar-se como uma potência logística e tecnológica independente no cenário global.
Autor: Roberto Cysne, CEO do CEDEPPE (Centro de Desenvolvimento Pessoal e Profissional de Executivos)
